quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Chega a véspera de Carnaval, tempo de farsas de alegria. Para quê as farsas, se nesta vida medíocre que vivemos, estamos rodeados de mentiras e omissões.
Quantos são os que sorriem perante o mundo e no fundo é a lágrima que reina. Outros que mostram a faceta da força, e a que julgam é a fraqueza. Para quê uma máscara, um traje, se aquilo que vivemos é um verdadeiro disfarce? Aquilo que verdadeiramente somos vive escondido do mundo e da razão, da felicidade. Não se encontra sequer na porta entre aberta que espera para ser alcançada, mas situa-se no inicio do céu. E onde está ele? Qual é o seu inicio? Não localizo inicio nem fim do céu, nem claridade nem escuridão. Não vejo, não observo, não sinto, não escuto... Eu vivo mas não quero continuar, eu respiro mas quero parar...Eu amo sem vontade de continuar, de estar, de partilhar...Viver da surdez é maligno mas ver aquilo que não se escuta é ainda mais doloroso. Sentir aquilo que se recebe sem ter uma mão a dar, um passo a trepar. Continuo a pensar no céu, está tão presente, mas vive de mudanças constantes. Nunca, tal como o Ser Humano, o céu revelará o seu verdadeiro rosto, seus olhos, seu corpo e o seu Coração...

PaulaMariaNeiva*

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