quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


É inexplicável aquilo que sinto, hoje observo mais uma vez a noite, ela chora, ela grita... Mas como refugio, estás lá tu, o teu retrato guardado na minha memória, o teu abraço é uma lembrança que recordo com esperança, sinto esse aconchegante abraço que me devora em saudade e ansiedade de ter um próximo! Será? Claro que sim. Olho a parede manchada do meu quarto, nela encontram.se muitas das passagens, está manuscrito, sem reflexos, invisível a olho, mas totalmente aberto ao Coração. Eu quero-te, desejo-te, adoro-te, <...>, aquilo que sinto não se encontra em plenas e robustas linhas, eu sinto, vivo, do teu toque, teu abraço, e teu respirar na minha face. Eu não falo em vão, eu não respiro sem lembrar que estás lá e que vives cá.
Posso sentir na praia a areia insultar a água por esta invadir, a cada onda, a sua privacidade, mas elas são cúmplices, união. Uma sem a outra não vivem. Por mais discussões, conflitos e mal entendidos há sempre aquele que não se descreve, o sentimento, a amizade. Quando se constrói, a finalidade é que haja sempre alimento... Ele existirá eternamente, quer no dia, na noite e até no horizonte (...)*

PaulaMariaNeiva*

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